05 junho 2008

OMG, é exactamente assim




enviado pela minha amiga rose.

29 maio 2008

deve ser isto que é ser intelectual






What philosophy do you follow? (v1.03)
created with QuizFarm.com
You scored as Utilitarianism

Your life is guided by the principles of Utilitarianism: You seek the greatest good for the greatest number.



“The said truth is that it is the greatest happiness of the greatest number that is the measure of right and wrong.”

--Jeremy Bentham



“Whenever the general disposition of the people is such, that each individual regards those only of his interests which are selfish, and does not dwell on, or concern himself for, his share of the general interest, in such a state of things, good government is impossible.”

--John Stuart Mill



More info at Arocoun's Wikipedia User Page...


Utilitarianism


85%

Existentialism


80%

Hedonism


55%

Kantianism


50%

Justice (Fairness)


50%

Strong Egoism


35%

Apathy


30%

Nihilism


20%

Divine Command


0%


25 maio 2008

a verdade é que

depois de tantos anos na universidade,
de tantos tratados sobre o comportamento humano
de tantas teias mentais sobre as subtilezas e incongruências do motor que move a gente
de tantas páginas lidas e comprovadas pelo pó do tempo


eu não percebo as pessoas.



22 maio 2008

caros amigos,


voltei.
tenho alguns acontecimentos para contar, mas não necessariamente novidades - daí não ter escrito ultimamente, juntamente com um estado de espírito menos luminoso que teima em não me abandonar.

primeiro, inscrevi-me em aulas de salsa.
bem sei que não é o tipo de coisa que se associa a uma pessoa como eu - exercício de estilo: whatever that means - mas o que é facto é que eu gosto de dançar (não necessariamente e preferivelmente não em público) e gosto de latinada em geral. em princípio era para ser tango, mas depois, creio que por causa do vídeo que mostro abaixo, acabou por ser salsa.





na primeira aula, apesar da minha falta de coordenação e de graciosidade, a professora disse que eu, passo a citar, vou longe, o que me deu um ego-boost do caneco. no sábado seguinte, imbuída de espírito disciplinado e convencida de que viria a ser a próxima estrela mundial da salsa, compareci - atrasada mas compareci - à prática. as práticas são como workshops informais onde os alunos das duas escolas onde os professores ensinam se encontram para... praticar o que andam a aprender. aí tive oportunidade de dançar com um excelente candidato a sociopata, só assim para começar. brindou-me com pérolas como "tu vais para onde *eu* fôr" e toda uma miríade de linguagem corporal agressiva. a tensão era tanta e a coisa estava a correr tão bem que o monitor da jigajoga veio não-tão-discretamente resgatar-me daquela espécie de pessoa dançante. e aí sim. passe os clichés de cinema e romances de cordel, aquilo é que era um monitor. mil na escala de gireza e mil e quinhentos na escala de jeito para dançar. claro que estava apaixonado pelo próprio corpo, como cabe a um bom narcísico.
adiante. claro que na semana seguinte o meu ego boost caiu por terra, pois constatei com muito pesar que sou muito... perra. acalento ainda a hipótese de ser uma natural, por isso é que me atrapalho quando tento fazer os passos um a um em vez de apenas imitar o que vejo. vamos ver quanto tempo esta tese dura.


o meu telemóvel novinho em folha [ver link] avariou. quando me dirigi a esse local novo para a minha geografia pessoal que é a loja da TMN no centro comercial da bela vista (a única em lisboa inteira que tem assistência técnica, como é possível?), eis que é neste sítio referência do glamour que encontro... paula moura pinheiro [ver imagem abaixo].





uma parte de mim morreu um bocadinho. vocês não percebem. a paula moura pinheiro é a mulher que eu quero ser quando fôr grande.
agora que sei que não é tão bonita como na televisão, que é baixinha e dolorosamente humana, já não sei se quero tanto ser como ela. ainda assim, veste-se com um estilo discreto que marca pontos e põe a um canto muita mini-saia e saltos altos. ainda há esperança.


no trabalho, fui a reunião de avaliação. o chefe descobriu que eu tenho um cérebro e que, quando quero, não sou parvinha. é bom. "gostei muito", disse ele.
hoje vieram propôr-me que substitua uma pessoa que pelos vistos não está a dar conta do recado num cargo de maior responsabilidade que o meu (também não é difícil). é um convite muito motivado pela conveniência para eles, mas não deixa de saber bem que pensem em nós para um trabalho em que a confiança é importante.


finalmente, em junho vou a londres visitar a sofia. fun! fun! fun!


over and out.

27 abril 2008



[gil do carmo - na maré de ti]



é muito mau eu achar esta música linda?

23 abril 2008

é disto que eu preciso.




mood du jour

A princípio, acreditei que fosse um problema meu. Discos e discos de música deprimente e depressiva, impossível de passar em festas, a menos que se tratasse da XXVII edição do suicídio colectivo anual da igreja adventista do oitavo dia da Carolina do Sul. Depois, muitos serões em casa de amigos volvidos, comecei a desconfiar. Vieram concertos e festivais de música, classificações das revistas da especialidade, recomendações de melómanos. A música boa era, inevitavelmente, melancólica, soturna, cabisbaixa. A alegria, a pop estridente e luminosa, a dança, as histórias felizes, resultavam, de modo fatal, no kitsch; às vezes, no gay; no comercial-ligeiro para pôr multidões a tirar, cito, o pé do chão.

Passássemos ao cinema, à pintura, à literatura, ao teatro, e o cenário não mudaria. Em arte, a tragédia foi, através dos tempos, o grande género, não a comédia. A seriedade vem, amiúde, como bandeira da idade adulta e, afinal, os palhaços sempre serviram para entreter crianças.

Isto já seria misterioso, mas o enigma adensa-se quando saltamos da auto-medicação artística que seguimos de cada vez que escolhemos consumir determinado produto cultural. Se gostamos de filmes pungentes, livros que nos encostem às cordas, óperas trágicas e músicas deprimentes, por que diabo preferimos pessoas alegres?

Se o amigo leitor tem em casa a discografia completa dos Tindersticks, o primeiro do Jens Lekman e bilhetes para o concerto do Nick Cave, deveria apreciar a companhia de suicidas solipsistas defensores da substituição do alho pelo valium nas mais diversas aplicações culinárias. Será assim? Não. A malta gosta é de gente viva, sorridente, colorida, que encha uma sala, domine aniversários e debite piadas com a prolixidade e incapacidade para o sofrimento duma catatua.

Gostaria de ser convidado para uma daquelas festas em que nos deixam à vontade para trazer companhia e sugerir uma pessoa destas. Ai, posso levar alguém? Então, vou com o meu amigo maníaco-depressivo, que acredita que o Cosmos se organizou desta forma com o exclusivo fim de lhe causar aquela calvície precoce e se auto-mutila de cada vez que uma estrela de cinema não lhe responde às cartas. Vai ser um pagode!

O pessoal devia vibrar perante perfil semelhante. E os pais? Por que desejam para os filhos gente agradável e bem-disposta? Por que não aparecer-lhes em casa com uma moça pela mão e dizer: “Papá, Mamã, esta é a Clarinha. Foi espancada pelos pais em criança, mais tarde vendida a um psicopata que a violava todos os dias ímpares e que gosta de fazer sacrifícios animais como forma de expiar a culpa do mundo. É de uma densidade…”

Algo vai mal na relação que a espécie humana estabeleceu com a tristeza e a alegria. As pessoas é que deviam ser sérias e a arte entretenimento. Mas, ultimamente, preferimos um piadista que nos ponha a rir na vida real e distraia, por um momento, das desgraças que comprámos na fnac e pusemos em casa a encher as estantes do ikea. Inventámos a arte séria e densa para poder ser, trivialmente, superficiais.

Ainda não percebi se isso é mau.



-- sinusite crónica

17 abril 2008

bom dia. estou a bloggar em vez de trabalhar. porquê? porque sou uma funcionária extremamente eficiente e já fiz todo o trabalho que havia a fazer por ora.

estava a ver a lista da Forbes de multimilionários que começaram pobres e sabiam que o fundador do Ikea, Ingvar Kamprad, é disléxico, agarrado ao dinheiro e mobila a casa com material do Ikea?


noutras notícias, também descobri um blog giro.


como já devem saber ou não, mudei de casa. divergências creativas irreconciliáveis ou o que lhe queiram chamar fizeram-me sair do sítio onde estava.
como tal, ando à procura de imagens para adornar as paredes da minha nova casa e apeteceu-me partilhar convosco uma das minhas escolhas preferidas. não sou uma entendida em arte, mas gosto de a apreciar. Alfons Mucha é um dos meus artistas favoritos e decerto que o estilo vos é familiar: pertence à corrente da Arte Nova, em que o valor estético das peças é exaltado - por vezes até exagerado, mas é um exagero que me agrada. natural da República Checa, radicou-se e fez carreira em Paris.
ontem andava à procura de imagens para seleccionar e encontrei estas duas, que me apeteceu partilhar convosco.



"cravo", de uma série dedicada às flores



"esmeralda", da série pedras preciosas



Mucha desenhava predominantemente mulheres, como terão percebido. uma das coisas que mais me impressionam é que elas aparecem sempre belas, mas não impossíveis. fixam a atenção, mas não são irreais. outro aspecto que me impressiona imenso é o realismo das expressões faciais e a aparente naturalidade das poses. por exemplo, na imagem directamente acima deste texto a modelo parece mesmo estar a olhar para nós, não a posar para uma fotografia imaginária. é esse sentimento de 'ela podia estar aqui' que faz as mulheres parecer mais belas e dotadas de uma aura que capta a atenção do espectador.
na primeira imagem, não posso deixar de chamar a atenção para a mão esquerda da mulher. ainda que numa posição estranha e não particularmente bonita em si, a mão da senhora está colocada de um modo que se repete na realidade. a subtileza da atenção a este tipo de acontecimentos e o conhecimento de anatomia que sugere são - volto a repetir-me - impressionantes.
o detalhe com que Mucha desenhava as formas dos corpos das mulheres dotava por vezes as suas imagens de erotismo, não pelo que era mostrado ou sugestionado mas sim simples e fortemente porque estas mulheres eram bonitas.

13 março 2008

yee-haw

já me faltou mais para perder a dentição da frente, casar com um primo direito e me tornar profícua na arte do bandolim.







how will i ever get to heaven now?