14 Junho 2009
13 Junho 2009
sábado à tarde
pronto, está feito. comprei um mini-portátil, para poder anhar fora de casa em vez de dentro. e é isso que estou a fazer agora, com o meu compaq mini.
passei o dia pelo saldanha, ora no residence, ora no atrium, ora agora no monumental. descobri sítios muito agradáveis como o café Magnolia (só tem o senão de a minha net não funcionar lá) e agora o Espaço Medeia, onde me encontro a carregar a bateria à borla e sem consumir nada, só a ser muito alternativa no meio dos filmes muito alternativos.
para completar, inscrevi-me no Twitter. pronto, estão contentes? não faço ideia de como aquilo funciona e tenho a certeza de que vou desistir ao fim de uma semana.
o casamento da raquel e do joão é daqui a 2 ou 3 semanas e ainda não me apetece muito vestir o que vou vestir. mas já comprei uns brincos, hoje. é triste uma pessoa não ser rica.
acordei mal humorada, como é costume aos fins-de-semana, e realmente vir para aqui ajudou. não resolveu, mas sair de casa já ajuda. ao menos é novidade.
como agora já estou um bocado farta de aqui estar, vou para casa comer folhados de chocolate, que é para isso que eu ando no ginásio.
23 Abril 2009
16 Abril 2009
rapidinha
apercebi-me que a evolução da minha vida se mede em supermercados.
se uma altura houve em que só frequentava o minipreço, porque era só o que havia e do que eu precisava, em algés comecei a usar o pingo doce.
ao mudar-me para o rato, voltei para o bom e fiel minipreço, não sem umas facadinhas no jumbo das amoreiras, só para apimentar.
ao decidir tirar a carta, travei conhecimento com o Modelo (na versão Bonjour) e as maravilhas das suas marcas brancas, cujos nomes parvos distraem o consumidor da qualidade que está encerradas na embalagem xunga.
agora que no meu trabalho mudaram de instalações, hoje voltei pela primeira vez a usar o pingo doce. não gostei.
será que consigo transformar isto num pensamento zen?
tentem vocês e depois digam-me qualquer coisa.
04 Abril 2009
27 Março 2009
ahahaha, é exactamente isto
Os curricula vitae têm sido, ao longo dos anos, um género literário menosprezado. Há ali mais imaginação, criatividade e génio no emprego da metáfora e da hipérbole que em muito bom romance contemporâneo. Alguns chegam mesmo a ter mais caracteres que, sei lá, um Pedro Paixão.
Espanta-me, aliás, que a maioria das pessoas diga que não tem talento para escrever. Modéstia. É pedir-lhes o currículo. De imediato, seremos transportados para todo um universo onírico, uma realidade paralela, à maneira de Tolkien. Tudo deve ser simbólico porque, à primeira vista, nada tem a ver com a pessoa concreta que temos diante de nós. No papel, desfila um ser maravilhoso e interessante, cheio de interesses artísticos e aptidões. Mesmo que tenha 15 anos, ele consegue encher três a quatro páginas de experiências enriquecedoras de trabalho. Se, um dia, substituiu o tio no café, tem, prontamente, experiência no ramo da hotelaria. Se passou uma noite na cadeia por conduzir embriagado, realizou trabalho de investigação na área do Código Penal. Se levou cinco anos para fazer uma cadeira do curso com 10 e, certa vez, perdido do bar, entrou por azar numa AG, o que a sua verve literária dará a ler será qualquer coisa como: frequência da Faculdade de Direito de Lisboa e activismo académico.
Inevitavelmente, todos gostam de viajar, ler e conhecer pessoas. São amantes de cinema e sentem um inquietante interesse pelo Budismo, a aprofundar em breve. Gostariam de ser voluntários da AMI e são todos muito sociáveis, excelentes a trabalhar em equipa e com muita capacidade de iniciativa e dinamismo.
Ora, a pessoa lê isto, baixa o currículo e confirma: sim, quem está diante de nós continua a ser aquele mono flácido com aspecto de ter feito exercício pela última vez quando se baixou para apanhar a roca, algures em 72, e de ser tão sociável e interessante como um parquímetro, e pensa: génio! Puro génio literário!
E há mais. Apesar de alguns abusarem, o CV tem, na generalidade, a dimensão ideal para a sociedade contemporânea: dá para ler no metro, levar para a praia, entreter um bocadinho na sala de espera para a lobotomia. Não maça como o romance, é ainda mais económico que o conto e, apesar do aspecto enxuto, não é hermético como a poesia.
E há ainda aquele requinte final, soberbo: a escrita na terceira pessoa. Esse acordo tácito entre autor e leitor, essa rara cumplicidade… Como se não fossem sempre os próprios biografados a escrever, naquele tom desinteressado, sobre si, e houvesse por aí profissionais do CV, a redigi-los em barda sobre toda a gente fascinante que conhecem…
Em conjunto, os CV da Humanidade são toda uma “second life”, um programa idealista, a cidade de Deus. Só gente maravilhosa, culta e trabalhadora.
Para quando, Assírio & Alvim, uma antologia da novíssima curricula nacional? Um compêndio só com os melhores CV do Modernismo? Um livro de citações com as melhores passagens dos CV dos alunos da Escola Profissional da Boavista dos Pinheiros?
everything's cool as long as i'm getting thinner
lily allen - the fear
I want to be rich and I want lots of money
I don’t care about clever I don’t care about funny
I want loads of clothes and f***loads of diamonds
I heard people die while they are trying to find them
I’ll take my clothes off and it will be shameless
‘Cuz everyone knows that’s how you get famous
I’ll look at the sun and I’ll look in the mirror
I’m on the right track yeah I’m on to a winner
I don’t know what’s right and what’s real anymore
I don’t know how I’m meant to feel anymore
When we think it will all become clear
‘Cuz I’m being taken over by The Fear
Life’s about film stars and less about mothers
It’s all about fast cars and passing each other
But it doesn’t matter cause I’m packing plastic
and that’s what makes my life so f***ing fantastic
And I am a weapon of massive consumption
and its not my fault it’s how I’m program to function
I’ll look at the sun and I’ll look in the mirror
I’m on the right track yeah I’m on to a winner
I don’t know what’s right and what’s real anymore
I don’t know how I’m meant to feel anymore
When we think it will all become clear
‘Cuz I’m being taken over by The Fear
Forget about guns and forget ammunition
Cause I’m killing them all on my own little mission
Now I’m not a saint but I’m not a sinner
Now everything is cool as long as I’m getting thinner
I don’t know what’s right and what’s real anymore
I don’t know how I’m meant to feel anymore
When we think it will all become clear
‘Cause I’m being taken over by fear
eu sei que não é novidade, mas dêem-me uma abébia
katy perry - i kissed a girl
ando sempre a trautear isto no trabalho. que vergonha.
14 Fevereiro 2009
marta, já não podes dizer que não escrevo
a comer tarte de maçã e leite morno às 2 da manhã, é óbvio que amanhã vou acordar podre.
como muitos de vocês não sabem, mudei de emprego. estou numa IPSS na minha área (saúde mental, prevenção, etc) e a coisa não está a correr às mil maravilhas.
às 10 horas de sábado estarei a martelar e serrar madeira para um qualquer objectivo psicopedagógico e para pagar favores a voluntários contra quem não tenho nada mas que preferia que não existissem.
hoje tive de dizer aos pais de um miúdo que ele não está [é] assim tão mal, e soube-me mal-bem. ia-me esquecendo da consulta [freud explica] mas senti-me muito psicóloga. senti-me mal por ser tão maçarica e ultimamente ter tanta falta de jeito com as palavras.
parece que ando a perder todas as qualidades que uma vez tive.
ai.
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